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Nota da UBM em solidariedade à deputada Jandira Feghalli

A União Brasileira de Mulheres vem a público manifestar sua irrestrita solidariedade com a valorosa companheira e deputada federal Jandira Feghalli (PCdoB/RJ), e manifestar seu veemente repúdio aos deputados federais Roberto Freire (PPS/SP) e Alberto Fraga (DEM/DF) pelas violências que praticaram contra a parlamentar na sessão legislativa da Câmara Federal ocorrida noite de ontem (6/5).

Na referida ocasião, durante os debates da sessão, Freire puxou Jandira pelo braço (!) e Fraga, para apoiar a agressão machista do companheiro, afirmou que “mulher que bate que nem homem tem que apanhar como homem”. Mais uma vez, o Congresso Nacional foi palco de escandalosos episódios de violências de gênero.

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Neste momento onde o atraso e o obscurantismo pairam sobre o Congresso Nacional, continuaremos a cerrar fileiras ao lado da deputada feminista e ao lado de todas as forças progressistas que defendem os avanços que temos conquistado neste início de século.

As violências contra as mulheres que lutam por uma sociedade mais justa não são recentes. Quando foi aprovada a carta dos Direitos do Homem, Olympes De Gouges foi assassinada por apresentar a carta dos Direitos das Mulheres. Embora isto tenha acontecido no final do século XVIII, em pleno processo da Revolução Francesa, este fato trazia consigo a mesma intolerância fomentada pelo patriarcado, contra o reconhecimento das mulheres como seres humanos, portadoras das mesmas capacidades, direitos e possibilidades que os homens, que ontem se materializou nas agressões sofridas pela deputada. Novamente escancaram para toda a sociedade a sordidez que fundamenta a opressão sobre as mulheres, impregnada em deputados que são porta-vozes do conservadorismo e de uma sociedade autoritária, defensores do que há de mais atrasado nas relações humanas: o preconceito e a discriminação contra outro ser humano.

Exigimos [email protected] que se elegem como representantes de homens e mulheres, respeito à Constituição brasileira e tratamento igualitário e a penalização de [email protected] que nas casas legislativas atuam com violência e preconceito e tentam impedir a atuação das mulheres nesses espaços.

Machistas não passarão! Fascistas não passarão! Toda solidariedade às mulheres e homens que lutam por um mundo de igualdade, contra toda opressão! #SomosTodasJandira

Brasília, 7 de maio de 2015.

União Brasileira de Mulheres

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