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Reforma trabalhista – o Brasil de volta ao passado

Os brasileiros rejeitam o ocupante do Palácio do Planalto, Michel Temer, como nunca haviam antes rejeitado outro mandatário.

Os brasileiros têm razão. Estão na raiz de seu descontentamento as sucessivas traições que Temer cometeu – primeiro, contra a presidente Dilma Rousseff, ao protagonizar o golpe que roubou o poder que o povo havia dado a ela em eleições legítimas e legais.

A lista de traições aumentou desde que ele ocupou o governo, levado pelo golpe. Cortou recursos que a Constituição destinou à saúde, educação, ao investimento público. Tenta cortar o direito dos trabalhadores à aposentadoria. Tenta reimplantar o trabalho escravo. Fez aprovar a contra-reforma trabalhista, que rasgou a CLT e empurrou o Brasil de volta ao passado, aos tempos em que os trabalhadores ficavam sob a ganância e as arbitrariedades patronais.

As pesquisas mostram uma rejeição ao ilegítimo Michel Temer superior a 85%, e apenas 3% o apóiam.Revelam também igual condenação aos parlamentares que aprovaram a contra-reforma trabalhista que entra vigor neste sábado (11): 79% (isto é, oito em cada dez) declaram que não votarão novamente nos parlamentares que, em 11 de julho passado, traíram o povo e jogaram a CLT na lata do lixo, com enormes prejuízos para os trabalhadores. Os brasileiros não se deixam enganar – uma pesquisa recente, da Vox Populi/CUT, mostra que dois terços dos entrevistados (67%) sabem que a “reforma” trabalhista só favorece os patrões e corta direitos dos trabalhadores, duramente conquistados em lutas históricas ocorridas ao longo de décadas.

A entrada em vigor da decisão que eliminou a CLT – uma temeridade que nem mesmo os militares da ditadura de 1964 cometeram – deve levantar o Brasil contra Temer e as novas regras draconianas e contra os trabalhadores. Nesta sexta feira (10) ocorrerão manifestações contrárias em todas as unidades da Federação, em todas as capitais de Estado e inúmeras cidades. O Brasil se levanta e demonstra sua indignação contra as contra-reformas de Michel Temer, dos golpistas e da direita ultraliberal.

Fonte: Portal Vermelho